
Como o próprio nome diz, esse documentário de Eduardo Coutinho cria um jogo muito interessante mesclando depoimentos verdadeiros com interpretações. Para isso, o diretor colocou um anúncio num jornal procurando mulheres que quisessem contar alguma história de sua vida pra um filme. Dezoito foram selecionadas e entrevistadas. Alguns meses depois, as atrizes receberam uma cópia em dvd das entrevistas e se prepararam para a interpretação, sem regras pré-estabelecidas.
Coutinho faz uma mistura dessas imagens. Em alguns casos não sabemos se a entrevista é verdadeira ou se está sendo interpretada (note que o próprio diretor, que é o entrevistador, também está interpretando). Certas interpretações ficam tão próximas do depoimento real que o diretor mescla as duas entrevistas, sem com isso comprometer a continuidade da história. Outros casos já são bem mais complicados, deixando a atriz em uma situação difícil, e neste ponto há uma interrupção na cena para a atriz externar suas dificuldades. Complicando um pouco o jogo, Eduardo Coutinho pediu que as atrizes inserissem algo de sua experiência pessoal às entrevistas que interpretam.
O cenário é bastante simples: uma cadeira em um palco de teatro. As entrevistadas estão o tempo todo em close na tela, ficando bem próximas ao espectador. Todas as entrevistadas são mulheres que contam experiências de vida ligadas ao preconceito, amor, casamento, relações familiares e, principalmente, maternidade. Os depoimentos, verdadeiros ou não, são muito tocantes. Afinal, porque tanta preocupação em saber quem é a verdadeira dona da história? Na vida real também não sabemos quando alguém está mentindo ou não…
Coutinho faz uma mistura dessas imagens. Em alguns casos não sabemos se a entrevista é verdadeira ou se está sendo interpretada (note que o próprio diretor, que é o entrevistador, também está interpretando). Certas interpretações ficam tão próximas do depoimento real que o diretor mescla as duas entrevistas, sem com isso comprometer a continuidade da história. Outros casos já são bem mais complicados, deixando a atriz em uma situação difícil, e neste ponto há uma interrupção na cena para a atriz externar suas dificuldades. Complicando um pouco o jogo, Eduardo Coutinho pediu que as atrizes inserissem algo de sua experiência pessoal às entrevistas que interpretam.
O cenário é bastante simples: uma cadeira em um palco de teatro. As entrevistadas estão o tempo todo em close na tela, ficando bem próximas ao espectador. Todas as entrevistadas são mulheres que contam experiências de vida ligadas ao preconceito, amor, casamento, relações familiares e, principalmente, maternidade. Os depoimentos, verdadeiros ou não, são muito tocantes. Afinal, porque tanta preocupação em saber quem é a verdadeira dona da história? Na vida real também não sabemos quando alguém está mentindo ou não…
Genial, não? Este é um documentário sobre o próprio cinema que expõe na prática os limites imprecisos entre a ficção e a realidade. Simples, inteligente e comovente.
Nota 10!
Um comentário:
PARABENS PELO BLOG!! Ja esta com mais de 20 comentários! O Monstro cresce cada dia mais e ja esta quase me engolindo!! Super beijos
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