
Este filme é um verdadeiro retrato de desumanização de jovens americanos durante a guerra no Iraque. A trama se desenrola a partir do momento que Hank Deerfield (Tommy Lee Jones), ex-militar, começa a procurar seu jovem filho, que não lhe dá notícias desde que voltou do Iraque. Em pouco tempo descobre que ele foi brutalmente assassinado, e inicia a investigação do crime.
A partir daí o que se vê é a dor de um pai, que além de ter filho morto, começa a descobrir duras verdades a respeito do comportamento do filho durante a guerra, e isso inclui uso de drogas e tortura de prisioneiros. Descobre ainda que ele não é o único, que outros jovens que estiveram nessa guerra possuem comportamento agressivo e voltam agindo como se ainda estivessem em guerra, sem limites para as suas ações.
Todos os atores estão muito bem. Tommy Lee Jones, como ex-militar, é mais contido em sua emoção, porém não deixa de transparecer a dor que é perder o filho. Susan Sarandon, ao contrário, é toda emoção em sua pequena participação. Charlize Theron, em um personagem totalmente desprovido de sensualidade, se sai bem como a policial durona. Seu personagem cresce num o ambiente burocrático que envolve a disputa entre a polícia militar e a civil para assumir a investigação do crime. Entretanto, isso é muito parecido com o que já vimos em vários outros filmes policiais.
Preenchendo com silêncios e imagens fortes momentos de dor, tristeza e revolta, o filme funciona muito bem como crítica Estados Unidos, pois não cria aquela velha versão “morrer pela pátria”. Pelo contrário, pede socorro para acabar com essa guerra que já matou milhares de soldados americano e iraquianos inocentes.
Nota 8
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