
Que sorte a minha poder estrear este blog fazendo comentários sobre um filme nota 10: Tropa de Elite.
Estréia do filme em BH, sala completamente lotada, sendo que boa parte da platéia já havia assitido à cópia pirata. Realmente um fenômeno. De fato, o filme faz jus a todo o bochicho em torno dele.
O filme retrata a corrupção dos policiais da PM, que com a desculpa dos baixos salários, presta seviços a particulares em troca de dinheiro; e isso ocorre em todos os níveis da hierarquia da instituição. De que adianta então, enviar policiais às favelas, se o que eles vão fazer, é negociar propina com os traficantes? Aí entra a tropa de elite, formada de policias não corruptos, muito bem treinados para a guerra nas favelas, e cujo objetivo principal é combater o tráfico, não importando quantos terão que matar para isso. Em certa cena do filme, o policial Nascimento (brilhante interpretação de Wagner Moura), chefe do BOPE, diz que para fazer parte deste grupo não se pode sentir remorsos, e quando ele mesmo percebe que já não é capaz disso, inicia um processo de busca por um substituto.
Não há bandidos e mocinhos no filme. Embora tendemos a torcer pelo BOPE, não podemos nos esquecer dos seus métodos brutais para obter informações, que certamente inocentes também morrem em suas mãos, e que violência gera violência. Mas não será o BOPE uma mal necessário diante de uma situação que parece sem solução e com a qual convivemos há tantos anos?
O filme também critica a burguesia, que consome drogas e financia o tráfico, começando pelos universitários. Esse é o tipo de filme que nos leva a diversas reflexões.
A narrativa em primeira pessoa do filme é bastante poderosa. As cenas são muito boas, os diálogos são excelentes, os atores estão ótimos, e a trilha sonora acompanha bem o ritmo do filme. Orgulho de ser uma produção brasileira.
Já saí do cinema com vontade de assisti-lo novamente.
Nota 10!!
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