Edith Piaf é considerada uma das maiores cantoras francesas de todos os tempos. Teve infância pobre, foi abandonada pela mãe, criada pela avó em um bordel, e aos dez anos viajava com o pai, que era artista de circo. Muito nova começou a cantar nas ruas, e aos 20 anos foi contratada para cantar em um cabaré, onde começou sua carreira artística.Piaf viveu a vida intensamente, entregue à música, à bebida e ao sofrimento causado pelas perdas da filha e do seu grande amor, além dos problemas de saúde. Em uma cena do filme, Edith Piaf apresenta uma aparência de idosa, provocando espanto na platéia quando revela que possui apenas 44 anos.
O filma intercala diversas fases da vida da cantora, o que o torna mais interessante, embora acabe não deixando muito claro os problemas de saúde que tanto a afligiam e, assim como ocorre em Ray, a ânsia de representar fielmente a realidade, acaba tornando o filme bastante convencional.
Marion Catillard interpreta Edith Piaf de forma brilhante. Não é àtoa que, antes mesmo de ser indicada, já está sendo considerada favorita ao Oscar de melhor atriz. Seu talento aliado ao ótimo trabalho de maquiagem retrata muito bem as tranformações de Piaf em sua vida adulta.
O filme emociona pela intensidade com que retrata Edith Piaf descobrindo a sua voz, o sucesso, o amor, o sofrimento e a dor. Todos esses aspectos se refletem em sua música e sua belíssima interpretação nos palcos, que, assim como no filme, consegue deixar a platéia extasiada.
Nota 8
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