sábado, 3 de novembro de 2007

O Passado


Divórcio realmente nunca é fácil, mesmo quando parece ser de comum acordo, ou pelo menos quando a pessoa que é deixada aceita o fato de maneira amigável, que é o caso mostrado por este filme de Hector Babenco.


Rímini, interpretado por Gael García Bernal, se separa da esposa, com quem viveu 12 anos, e com quem começou a namorar ainda na adolescência. Assim que se separa de Sofia (Analía Couceyro), ele começa a evitá-la, enquanto ela sente grande dificuldade de desvincular sua vida da dele. O ciúme de Sofia aumenta à medida que Rímini começa a namorar outras mulheres, e então ela passa a criar situações embaraçosas para seu ex-marido, sempre prejudicando suas novas relações.

O Filme começa focando bem o momento da separação do casal, onde eles têm que fazer a divisão de tudo aquilo que compraram juntos, obrigando-os a relembrar momentos de intimidade. Sobre este momento cabe uma discussão sobre as diferenças entre as atitudes masculinas e femininas na relação amorosa. Enquanto Sofia insiste para que Rímini a ajude a decidir com quem fica cada coisa, principalmente as fotos, ele se mostra disposto a abrir mão de quase tudo, demonstrando que dá muito menos valor do que ela ao passado que tiveram juntos.

O filme vai muito bem até atingir seu auge, quando sofia comete a maior de suas loucuras, que leva Rímini a uma profunda depressão. A partir daí o ritmo do filme se torna lento e perde o foco da questão do divórcio, desenvolvendo muito mais o personagem de Gael, enquanto que Sofia parece que se sequer trocou de roupa. Ela aparece já na última parte do filme, com um plano para reconquistá-lo.

Algumas cenas do filme me pareceram bastante forçadas, como a da modelo na rua vestida apenas com lingerie e esbravejando com o namorado pelo telefone, e a cena do atropelamento da mesma, já que isso não foi posteriormente explorado. Por outro lado, o filme contém muitas cenas de sexo envolvendo Rímini, que acho bem apropriadas, já que claramente o filme enfatiza a visão masculina. Prova disso é que o homem é tratado como vítima e a mulher (ou as mulheres) como bruxa.

O filme é bom, mas a última parte ficou realmente prejudicada, deixando a desejar.


Nota 7

Um comentário:

Anônimo disse...
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